quinta-feira, 8 de março de 2007

Quereres

Se acaso me quereres por segundo que seja, pois me toma nos braços e faz o que deseja, me beija e me morde, me traga ardentemente,
me enlaça no abraço me aprisionando entre teus braços e me devora em teu ventre.
Te arrepia arisca quando pele roçar tua pele desnuda
pele ardente, bile profunda; desfazendo laços de coerência, de realismo e se entrega enfim à minha presença, mergulhando em niilismo, no vazio.
troquemos nossas almas como supérfluas que são, unindo nossa bocas, nossos corpos, entrelaçando-os qual serpentes em unísono tesão, passeando indiscriminadamente por nossas mentes, pela parede, pelo teto, pelo chão..
Façamos do quarto nosso Édem, ou nosso Olimpo, hora deuses que somos. Somos Zeus, somos Hera, Marte e Vênus; somos unidade indissolúvel enquanto um somos, formamos o vazio da primogênita explosão,
somos tudo o que existe não passando o resto de ilusão, de xiste, quando somos atingidos por incêndio embriagante em um jugo perpétuo de vida, lancinante, passando com cinismo pelo inferno de Dante num gozo chulo e brio, que dura pouco mais que instante e quando voltamos rimos inocentes da triste realidade que não nos toca, só insiste em espiar por nossa janela medíocre e vazia.
Mal suspeita que amamos!

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