terça-feira, 30 de outubro de 2007

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Paixão enfim

Para que viver, pergunto-me afinal
como houvesse ainda algo a se ver
não fosse a vida tão banal
pra essa chama no peito a arder
que pelo colo oposto clama
como se a paixão fosse assim vital
essa maldita cã que em benefício só causa-me o mal
como se fosse este seu ofício
quando arauta do amor se proclama
deixando no fim pior que no início
deixando no peito, que da paixão havia de esmorecer
somente o ódio que o peito inflama.

Perambulando

Por mais que espante pelo mundo perambular
à procura de um lar
tal cavaleiro errante em corcel necromado
que revolto a arfar pelos infernos de Dante
Conduz o infeliz,
o cavaleiro infante para entre o caos habitar.
Local desolado e sem par
causticado
Para ali se acabar
enfim castigado.
Só lhe cabendo contestar
mesmo sabendo que é gado
que é do mundo
o que o torna belo
que o torna negado
que o torna flagelo
o torna imundo...........

domingo, 1 de abril de 2007

Ai se sesse

O poeta Zé da Luz, do início do século, escreveu uma poesia porque disseram pra ele que pra falar de amor era necessário um português correto, aí Zé da Luz escreveu uma poesia chamada 'Ai se Sesse...', que diz assim:" (Cordel do Fogo Encantado)
Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dos se impariásse,
Se juntim nós dois vivesse!
Se juntim nós dois morasse
Se juntim nós dois drumisse;
Se juntim nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecessede São Pêdo não abrisse
a porta do céu e fosse,te dizê quarqué tulice?
E se eu me arriminassee tu com eu insistisse,
prá qui eu me arrezorvessee a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse?.
..Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge toda fugisse!!!
ouça- Ouça aqui.
fonte - http://www.sindromedeestocolmo.com/archives/2006/01/ai_se_sesse_cor.html

sábado, 31 de março de 2007

Photoshop 5.0


Clássico Photoshop 5.0.......na minha opinião o melhor pra se aprender.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Quereres

Se acaso me quereres por segundo que seja, pois me toma nos braços e faz o que deseja, me beija e me morde, me traga ardentemente,
me enlaça no abraço me aprisionando entre teus braços e me devora em teu ventre.
Te arrepia arisca quando pele roçar tua pele desnuda
pele ardente, bile profunda; desfazendo laços de coerência, de realismo e se entrega enfim à minha presença, mergulhando em niilismo, no vazio.
troquemos nossas almas como supérfluas que são, unindo nossa bocas, nossos corpos, entrelaçando-os qual serpentes em unísono tesão, passeando indiscriminadamente por nossas mentes, pela parede, pelo teto, pelo chão..
Façamos do quarto nosso Édem, ou nosso Olimpo, hora deuses que somos. Somos Zeus, somos Hera, Marte e Vênus; somos unidade indissolúvel enquanto um somos, formamos o vazio da primogênita explosão,
somos tudo o que existe não passando o resto de ilusão, de xiste, quando somos atingidos por incêndio embriagante em um jugo perpétuo de vida, lancinante, passando com cinismo pelo inferno de Dante num gozo chulo e brio, que dura pouco mais que instante e quando voltamos rimos inocentes da triste realidade que não nos toca, só insiste em espiar por nossa janela medíocre e vazia.
Mal suspeita que amamos!

Grito

Grito
Embora voz já não soe e ar já não vibre...
...ainda grito,
Ainda que falhe o peito e os olhos já não estanquem o pranto...
..ainda tento
Enquanto a desesperança é o que resta, no fosso obscuro que me traga
ainda que a lucidez que esmaga a vontade e abafa..
..o grito
Mesmo quando (meu) Sol já não brilha e o sustento aos pés falte
espero.. mesmo quando luz já não vejo..
..e a vida jã não é mais o fardo que almejo.
aquém da salvação do horizonte... eu me entrego
ainda que falte a droga...entorpeço
ainda que longe a paixão....te desejo
ainda que flua o sagrado tempo...não te esqueço.

Serei

Serei Deus
Serei teu
teu Deus
ou só Teu
Serei eu um Adeus
Uma lembrança
ingênua e infeliz
Qual criança
Medíocre atriz
Nos olhos teus
serei vedete
serei herança
tanto calosa
uma dança perdiz
dança danosa
que mexe pomposa
nos olhos teus.
Serei Corcel
serei Arredio
Hera daninha
de agouro o Pio
da nuvem o Céu
da vida o Féu
do pão sou farinha
dos teus passos estrada
sou escudo
sou espada...
...venha-me a verdade enfim.
Sem você sou nada...
...o fim.

Decifra-me

Borboleta fêmea;
Livro azul
como arara
como pluma num anzol
Só efêmera
Só educar se equipara
Poesia é bela
é fruto em prol, é de se olhar
Pobre servil; pobre ser vil
que em parcas linhas vê Sol e nas onda do S vê um mar
Mas não sente a poesia como é ela, e vive em água sem saber navegar
Para quem quer decifrar poesia.
A poesia nasce em um banco, nasce num bar
Que pobres almas decifrem charadas e economia
Que decifrem minha mente, mas não meu pensar
Pois sou poeta e não sou franco, sou hipócrita
Poesia é relaxar, ser quem não se é
Ser o que não se é
..ou não ser ninguém..ou não ser nem um ser..
poesia é despensar, é sentir.

RONIN

Sou Ronin...
Sem estado ou mestre
Herrante que erra pelo mundo.
imundo...
compurscado...
rescussitando atos passados
que foram, hora presentes
pela minha lâmina traspassados
mortos.....não!
ausentes.
Frutos por eu ser assim...
Não ser morto...não ser vivo...ser nada...
minha pena hoje é a espada...
o meu nome....Ronin.

Quer entender poesia??

Quer entender poesia?
Vento venta sopra n'alma entra...
entendeu?
..na sombra de Narciso, no ventre de Teseu..
pois não tente!
..linguagem de Orfeu em diálogo dispersivo..
poesia não se entende..
..transformando em adagas versos inocentes..
poesia não se traduz..
..retornando à Jocasta o assassino de veu ventre..
poesia se sente..
..puro vôo de Ícaro consumindo corpo e mente..
a isso se reduz.
..sentindo o calor do Sol e se entregando simplesmente.
Você quer entender poesia?
Triste flor
que singra os ventos
como se simples brisas
alentassem seus tormentos
como se houvessem momentos
além dos que já se vive
ou sobrevive
em tormento....